Joias Brancas – A elegância e versatilidade do Ouro Branco e de sua “pele”: o Ródio.
Sua aparência oscila entre a nobreza da Platina e casualidade da Prata. Atualmente o Ouro Branco é usado na joalheria na mesma proporção que o Ouro Amarelo por oferecer um visual neutro, camuflando-se entre gemas incolores como diamantes e gemas de tons pálidos ou lavados, tornando-se assim o suporte ideal para jóias contemporâneas e clássicas.
Os primeiros indícios do Ouro Branco ocorreram no segundo milênio a.C, em moedas e acessórios de moradores da cidade de Roma. Naquela época, uma liga muito comum – antecessora do Ouro Branco – com aproximadamente ¼ de Prata era chamada de Electrum.
Com o passar do tempo, a joalheria evoluiu e as jóias brancas alçaram o patamar de máximo refinamento e classe, porém estas eram feitas em Platina, metal raro e portanto muito caro, além de ser o mais duro dos metais, o que torna sua manufatura extremamente trabalhosa. Com o constante aprimoramento dos processos eletroquímicos, o Ouro Branco ganhou destaque na década de 1930, quando acessórios e jóias se tornaram algo mais que essencial na vida das mulheres da época e as condições do período pós-guerra fizeram com que a Platina fosse substituída aos poucos por outros metais brancos.
O Art Deco estava em alta e os Designers da época criaram peças e acessórios em Ouro Branco totalmente cravejadas com brilhantes em desenhos limpos e geométricos, de forma a esconder a cravação das pedras. Nesse período o Ouro Branco entrou definitivamente para o repertório da joalheira. Ao contrário do que muitos pensam, o Ouro Branco não é encontrado em estado puro na natureza. Ele nada mais é que o Ouro (elemento Au, de cor amarela) ligado com Prata (Ag) e/ou Paládio (Pd) – em épocas de menor preocupação com o meio ambiente era usado o Níquel – para que o efeito da cor branca seja obtido; mesmo assim, o resultado não é totalmente branco, o que só é possível com o revestimento em Ródio, metal nobre do grupo da Platina. A esse processo, popularmente, dá-se o nome de “Banho de Ródio”.

Veja a diferença de uma peça em Ouro Branco antes e depois do eletrorevestimento em Ródio:
O Ródio, elemento químico de símbolo Rh, de estado sólido em temperatura ambiente, é um metal de transição raríssimo, do mesmo grupo da Platina. Ele é resistente a ácidos, oxidação e tem uma coloração branca/prateada. Por esses motivos o Ródio é amplamente utilizado na indústria joalheira em processos de eletrorevestimento para dar acabamento em jóias.
Além da rodinagem por imersão (eletrorevestimento), outro processo também amplamente difundido na indústria joalheira é a pintura em Ródio utilizando-se uma ponteira (caneta), para aplicá-lo em detalhes específicos da peça.
Fique atento: ao ser informado que uma peça é revestida de Ródio, tenha certeza que isso a valoriza e muito! O Ródio protege, dá brilho e é um metal mais precioso que até mesmo o Ouro!
Finalizando, o Ródio empresta sua cor e seu brilho para o ator principal: o Ouro – o Rei dos metais preciosos.
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Comentários
Na verdade preciso de uma informação. è possivel rodinar uma joia em prata que tenha pérolas, sem ter que descravá-las? ou seja o Ródio prejudica a pérola?
Olá Paulo.
Dependendo da peça, há necessidade de retirar a pérola para aplicar o ródio.
Porém essa prática não irá danificar a pérola.
Abraços
Equipe Gênesis
Matéria altamente esclarecedora para quem não sabia realmente como que é o ouro branco e o banho de ródio.Parabéns pela publicação!











Gostei muito, bastante esclarecedor e conclusivo. Gostaria de receber outros.
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